quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
A cidadezinha já ficou grande
Falem o que quiserem da cidadezinha onde mora minha vó, sempre será a cidade do meu coração. Um lugar pequeno que nem semáforo tem, mas que é cheio de riquezas pessoais. Aí nasceu e viveu minha avó, e foi onde passei praticamente todas minhas férias de infância.
Corria, brincava muito, em uma época em que não havia maiores preocupações que não fosse comer na hora em que a comida estava posta na mesa (sim, meus avós tinham horário certo para comer).
A vida transcorria sem maiores problemas. Alguns dias íamos pescar no rio Tietê, em uma parte onde o rio não tinha nenhum tipo de contaminação, pois era a nascente e não tinha empresas por perto. Nem mesmo as de cana e açúcar despejavam suas águas escuras nesse rio.
Nadar ai, era um prazer dos deuses. Água na temperatura certa a qualquer hora do dia (no verão, claro. No inverno era outra coisa). Um prazer remar e andar de caiaque com meu tio nos fins de semana. Eu era pequena e já sabia remar por aí com ele. Passávamos horas rio adentro contemplando as belezas de cada pequena ilha, de cada pequeno detalhe.
Me lembro uma vez que acampamos em uma ilha do rio. Era um lugar pequenino que chegamos remando depois de algumas horas. Eu era a menor de todo o grupo e meu tio encabeçava os sobrinhos ansiosos por descobrir mais um pedacinho do mundo desconhecido e selvagem.
Era uma época em que nada nos limitava, nem a hipermetropia. Uma pena que com o tempo a cidade foi perdendo sua calma e sua tranquilidade. Passou a ter indústrias, semáforos e até mesmo trânsito. Não preciso nem dizer que a poluição chegou com toda essa evolução e ano após ano a vida aí foi perdendo sua tranquilidade e sua paz. Mas ainda assim é a cidade que mais amo.
Assinar:
Postagens (Atom)